<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-21486219</id><updated>2011-04-21T12:24:40.474-07:00</updated><title type='text'>a segunda tambem doi</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://de4.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21486219/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://de4.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Canzana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05428332569574836663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21486219.post-113818803621433624</id><published>2006-01-25T03:19:00.000-08:00</published><updated>2006-02-07T07:52:37.126-08:00</updated><title type='text'>Experiencia</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;sto é muito triste.&lt;br /&gt;E como é tão triste, talvez se aproveite qualquer coisa que saia sem ser à força nesta madrugada que sei que vai ser longa, porque não me vou drogar com nenhum químico, não vou fazer o chá que a Magui comprou na ervanária, preocupada com a negritude das minhas olheiras, não digo que vá conseguir parir algo sublime, que erice a pele, a soberba é um pecado mortal, pelo menos, se não é, eu vejo-a como defeito capital, mas talvez eu consiga purgar qualquer que se assemelhe a âmbar e não apenas mais uma merda viscosa como tudo o que tenho escrito por estes dias.&lt;br /&gt;É que hoje saí de mim, senti a alma a desprender-se do meu corpo, ela foi para um canto, lá em cima, de castigo, enfiou voluntariamente o chapéu de burro, e leu alto, com a sua melhor voz de rádio, as últimas coisas que plantei neste quintal e eu fiquei tão envergonhada com o amontoado de caracteres desalmados que para aqui andam, em fundo preto, que, antes de partir para o caminho da auto-flagelação, ainda me consegui rir com a história das acções do blogue, que está avaliado em seis mil b$, seja lá isso o que for, não tarda começam a ser emitidos profits warnings, mas o que me fez mesmo rir foi o Mau Tempo, que me linkou à sucapa, que canalhice, valer muito menos que esta tralha escura, e já imagino o Francisco a não dormir por causa da sua reles cotação no Blogshares, mas depois desse apontamento de humor, e ainda não me conformei com esta história de um accionista ter um quarto do capital literário da (T)ralha, que está disperso sem a autorização da sua CEO e CFO, em bolsa, e falando em bolsa e em acções, estou maravilhada com esta do meu patrão a querer comprar a PT, a sorte protege os audazes, sim senhor, mas, fazendo jus à minha cavalar bipolaridade, depois de uma gargalhada, nem um minuto depois, tive vontade de apagar posts, partes de posts, posts inteirinhos, sem contemplações, uma espécie de plano de reestruturação, de redução de custos para aumentar os dividendos a distribuir aos accionistas, chegou a apetecer-me dar à (T)ralha uma morte com alguma dignidade, uma eutanásia rápida, abrir falência, sim, apeteceu-me apagar o blogue inteiro, acabar tudo, era um bom dia para acabar. Mas eu não apago nada nesta vida, há pastas deste e do outro computador cheias de ilusões, de conversas do messenger, arquivadas com nomes sugestivos, a conta principal de Gmail carrega às costas, todos os dias, 1079 megabytes de tralha, coisas boas, coisas menos boas, há conversas arquivadas com a etiqueta dramalhão, há as conversas da treta, há 1410 comentários postados pelos meus leitores, há um amor literário guardado com uma etiqueta que eu não posso escrever e isso é indecente, até o nome da etiqueta eu tenho que esconder.&lt;br /&gt;Isto é muito triste e se sair delicodoce não publico.&lt;br /&gt;Esta aprendi com quem já não me ensina mais coisas tontas, disse-me um dia a tristeza é loira, é fácil de enganar, basta forçar um sorriso, o que parece é, e a tristeza foge dos sorrisos a sete pés, como os vampiros das cruzes e os casais de namorados (foda-se, mais um ano, o quinto, sem um caralho de um gajo para ir jantar fora no idiota do dia de São Valentim) dos refogados com alho.&lt;br /&gt;Isto é triste e quando estou triste, esqueço-me de respirar, cerro as mandíbulas, aparece uma veia no meu pescoço, os olhos ficam achinesados, ficam tal e qual como quando nasci e a Magui desatou a chorar por pensar que eu era mongolóide, mas o que parece é, esforço por esticar os lábios e ajuda sim senhor, se calhar, também não me devia vestir tantas vezes de preto, carrega-me, e já não vou a caminhar para nova, diga 27, repita comigo, 27, o chefe farta-se de me elogiar quando vou de calças de ganga, não sou eu, mas eles gostam daquela que eu não sou, um pouco como a audiência silenciosa da (T)ralha, eu não sou isto que vêem aqui, mas olhem, o decorativo ligou, cantou e tocou para mim, disse coisas descalibradas, como sempre, e os sorrisos saíram cada vez mais escorreitos pela madrugada fora (são três e um quarto da manhã).&lt;br /&gt;Se ele tivesse morrido teriam ligado? Se ele morrer, enviam-nos um telegrama?&lt;br /&gt;No Algarve, a 300 quilómetros a sul de onde escrevo, sentada numa cadeira de rodas, a filha do meu avô acha que ele caiu, que não foi nada de grave, está mais preocupada em saber que tamanho de roupa veste a minha filha, porque amanhã uma amiga vai levá-la aos saldos, ao Faro Shopping, e isso é um acontecimento para uma catedrática multi-deficiente com esclerose múltipla.&lt;br /&gt;Isto é tudo muito triste e eu vou esforçar-me agora por sorrir. Dói.&lt;br /&gt;No dia 25, eu estava no Bairro da Liberdade a ver imundices várias, a ficar com as pernas cartografadas por pulgas sem muita falta da chá, que não sabem que não se ataca os convidados. No dia 25, antes dizer ao taxista para me levar para o pior cenário daquele bairro de Campolide, estava dar duas fatias de Panrico aos pardais do Picoas Plaza, cagada de medo, a tentar acalmar o nervoso miudinho que tinha na barriga e que não sentia há muitos anos, instalado que está o funcionalismo público na minha profissão e, também, em mim. No dia 25 de Novembro, eu pensei, juro-vos que pensei isto, que tinha que fazer um trabalho que o meu avô comentasse ao pequeno-almoço, na Costa, e quando eu fui cantar ao Coliseu, ele deixou-me uma mensagem no telemóvel, eu ouvia-a uns minutos antes de entrar no palco, dizia: "não importa qual é o resultado, se ficas em primeiro ou em último lugar. Para mim, tu já és a vencedora". E ele disse isto com a voz embargada, estava a chorar e foi nesse momento que eu soube que ele não lia só os artigos do Leonardo, que não falava de mim, mas, também, me seguia de longe, mas com muita atenção, talvez com a mesma atenção.&lt;br /&gt;No dia 25, o meu avô teve um AVC e eu não soube, ninguém me avisou.&lt;br /&gt;Ontem, sabe-se lá porquê, teimei em trazer para Santa Marta a prenda de Natal que ele deu à minha filha, a primeira bisneta Ralha. Estava em casa da Magui desde Novembro, trocámos prendas em Novembro às escondidas do Zé Ralha, que amua se sabe que nós vemos o nosso avô, é um Bambi gigante, grande demais para esta casa, mas, desde ontem, passou a fazer parte da decoração da sala, está mesmo à minha frente. Desde ontem. Meteram-se comigo na rua, por causa dele, vi adultos a sorrir, a carregar nas buzinas, porque o Bambi foi comigo para Santa Marta instalado no banco laranja do pendura.&lt;br /&gt;E hoje eu soube que o meu avô teve um AVC. E não estou certa que, se ele morrer, alguém nos avisará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Não reli este post, são quatro da manhã e o blogger não deixa&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21486219-113818803621433624?l=de4.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://de4.blogspot.com/feeds/113818803621433624/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21486219&amp;postID=113818803621433624' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21486219/posts/default/113818803621433624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21486219/posts/default/113818803621433624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://de4.blogspot.com/2006/01/experiencia.html' title='Experiencia'/><author><name>Canzana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05428332569574836663</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
